Arquivos de Categoria: Arquitetura

TWO Design vai desenvolver novo modelo de lojas ArcelorMittal

Loja Acelor

O escritório de arquitetura e interiores TWO Design será o responsável pelo o novo modelo arquitetônico de lojas da ArcelorMittal. A líder mundial em siderurgia escolheu o parceiro por seu modelo inovador que integra planejamento estratégico de marca com arquitetura e design de interiores.

“Queríamos uma empresa que realmente entendesse nosso mercado e consumidores para propor um formato de loja no qual nosso público se identifique, se sinta bem e ainda tenha experiências”, afirma Silmara Vernucio, gerente de varejo da ArcelorMittal.  Segundo ela, a ideia é de uma loja que seja facilmente replicável em qualquer praça. “E a TWO mostrou um jeito de trabalhar que atendeu aos nossos desejos.”

Para Kaka Salgado, sócia da TWO Design, vivemos a era da personalização e da experiência. “As pessoas querem um lugar bonito onde possam viver uma experiência pessoal, única”, diz. A profissional acrescenta que “não dá para pensar arquitetura e decoração sem entender o que move cada pessoa”.

Mágica

Criado em 2014, o escritório inovou ao colocar lado a lado estrategistas e arquitetos. Segundo a TWO, a ideia é pensar profundamente as necessidades dos clientes e criar mágica em projetos que encantam. A empresa acredita que arquitetura é essencial na vida, no trabalho e nos negócios. “Na TWO o projeto não é um fim, mas sim uma maneira de melhorar a vida, o trabalho e os negócios das pessoas.”

Mais informações: http://www.2twodesign.com.br/

 

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Confira dicas de profissionais para decorar de forma rápida e barata

O designer de interiores Marlon Branco e a arquiteta Natalia Veronezi, sócios no Estúdio + Design, do Rio de Janeiro (RJ), mostram o caminho para decorar ambientes de forma rápida e sem gastar muito. Confira as dicas, segundo os profissionais, para decorar ambientes sem perder tempo nem dinheiro.

  • Piso Vinílico

Uma opção prática e rápida – com estalação em até dois dias; resistente a água; hipoalergênicos; isolantes acústicos; podem ser aplicados reaproveitando os pisos já existentes e com uma gama de cores, espessuras e padronagens.

  • Papel de Parede e Adesivo

Seu imóvel é alugado e por isso, você não pode alterar as cores originais do projeto? Com o papel de parede e adesivo é podssível trazer diversas estampas sem modificar o ambiente. Invista em tijolos e ladrilhos sem obra.

  • Azulejos

Adesivos colados sobre os azulejos é uma maneira rápida e econômica para trazer diferentes texturas para o cômodo sem deixar vestígios ao serem retirados.

  • Iluminação

Caso a iluminação não possa ser trocada, invista de alternativas que não dependam diretamente de fiação elétrica. Algumas opções são abajures e luminárias de mesa ou de maior porte. Deixar os fios é uma opção criativa desde que colabore com a decoração.

  • Tapetes

Encontrados em diversos tamanhos e modelos, os tapetes são uma opção para trazer conforto ao espaço. Além disso, é uma alternativa para disfarçar o piso que você não pode trocar e atua como isolante acústico.

  • Cortinas

Trazem ao cômodo a impressão do espaço estar mais ocupado, além de trazer mais personalidade. São encontradas em diversos comprimentos., texturas, pesos e cores. Assim como os tapetes, as cortinas remetem conforto no espaço. Utilize-as em quartos, salas e cozinhas.

  • Quadros

Podendo ser utilizado em diferentes cômodos: quarto, sala, banheiro, cozinha ou lavanderia, os quadros levam personalidade ao ambiente monótono com pouco esforço.

  • “Móveis Coringa”

Dê uma função diferente aos móveis ou modifique de maneira que seja utilizado em qualquer parte do ambiente.

  • Plantas

Utilizadas em diferentes ambientes desde quartos, salas, banheiros, cozinhas ou até lavanderias. As plantas levam cor, vida e purifica desde que sejam escolhidas de acordo com o ambiente.

Mais informações: @estudiomais.design

 

 

Arquitetas assinam suíte e varanda de praia na Equipotel

As arquitetas Cristiane Vassoler e Fernanda Hoffmann assinam o espaço suíte e varanda de praia na Equipotel. Os dois espaços estão expostos, dentro do Hotel Conceito, no evento do setor de hotelaria, que acontece até sexta-feira (21/09), na São Paulo Expo.

O apartamento de praia tem um conceito despojado e, ao mesmo tempo, sofisticado e confortável. Na suíte, as arquitetas optaram por uma paleta de cores em azul, que transmite tranquilidade. O deck no banheiro amplia o ambiente. O jardim vertical no painel de televisão traz a sensação de natureza para dentro de casa.

Arquitetas

Arquitetas Cristiane e Fernanda

“A paleta de cores em diversas nuances de azul e o paisagismo são alguns elementos que contribuem para criar a sensação de um ambiente delicado e fresco, onde o visitante se sentirá à vontade para relaxar”, explica a arquiteta Cris Vassoler.

Simplicidade e Elegância

A varanda foi toda planejada para ser um local simples, mas elegante, e com muito conforto, sendo uma extensão da praia. O Ofurô, o paisagismo, a iluminação rústica e intimista, e o mobiliário de design assinado, como a poltrona azul de corda e o banco Wave, deixam o ambiente ainda mais convidativo e acolhedor.

“Optamos por pela suíte e varanda de praia, pois acreditamos que seria uma opção agradável de fazer, já que remete a alegria e descontração; ao descanso; à praia, o sol e o mar. Projetamos um lugar que transmitisse bem-estar às pessoas”, conta a arquiteta Fernanda Hoffmann.

Serviço

Equipotel

  • Quando: Até 21 de setembro de 2018
  • Onde: São Paulo Expo
  • Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – São Paulo (SP)
  • Horário: 11h às 20h

Mais informações: http://www.equipotel.com.br/

 

Très Arquitetura participa da 5ª mostra Casa Mineira

Tres participam da Mostra Mineira

Fernanda Morais, Fernanda Tegacini e Nathalia Mouco, trio a frente do sucesso da Très Arquitetura, marcam presença na 5ª Edição da Mostra Casa Mineira, que acontece a partir de 12 de setembro, no showroom da marca, em São Paulo. As arquitetas assinam um quarto, com uma sacada anexa, inspirado em um casal que prima pelo conforto e elegância, mas não abre mão da modernidade.

Para projetar o ambiente, o escritório apostou em uma curadoria de peças elegantes, de traços limpos, com características atemporais, como uma poltrona da Líder Interiores, presente no cantinho de leitura, e outros mobiliários da Madeira Bonita.

Na paleta de cores, o uso de tons monocromáticos como preto e caramelo conferem uma sobriedade sofisticada. Eles também estão evidentes nos tecidos da linha Kyoto, da Entreposto Tecidos, e no papel de parede da Casa Mineira. Para amarrar o décor e finalizar a produção, as luminárias decorativas da Lumini criam um aconchego a parte.

Entretanto, o destaque vai para uma estante, também da Madeira Bonita, fixada na parede de frente para a cama e que abriga alguns objetos de decoração, além de funcionar como um elemento de design personalizado.

Mais informações: (11) 3562-7357 – Site: http://tresarq.com.br/

Arquiteta considera cozinha com ilha central sinônimo de estilo e praticidade

Projeto Carmem Avila Arquitetura cozinha ilha central (foto de Rafael Renzo)

Cozinhas com ilha central estão cada vez mais presentes nos projetos, afirma a arquiteta Carmem Avila. Segundo ela, prático, funcional e moderno, o modelo tornou-se tendência para quem gosta de cozinhar e receber.

A bancada no meio renova o conceito do ambiente. Traz status para o fogão, que passa a figurar como um dos destaques da cozinha. Esse conceito oferece espaço para o preparo das refeições e ainda pode dividir e integrar.

De acordo com Carmem Avila, os projetos de cozinha com ilha demoraram a chegar no Brasil. “Para quem aprecia a gastronomia e o prazer de receber em casa, tornou-se o desejo de grande parte dos meus clientes”, afirma a arquiteta, do escritório Carmem Avila Arquitetura. A profissional considera a ilha uma estrela da cozinha.

Confira dicas de Carmem Avila para projetos de cozinha no estilo ilha central

Circulação

Para que o projeto seja confortável ao seu redor, o espaço requer, primordialmente, o estudo da área de circulação. Pia, fogão e geladeira devem estar próximos, pois facilitam o trabalho de quem utilizará a cozinha.  “Nos projetos que executo, considero ideal o espaço entre 0,95 a 1,20m, pois uma distância superior pode causar incômodo.

 Estilos

Segundo Carmem Avila, os estilos podem ser muitos! Desde o rústico, industrial, contemporâneo e até mesmo seguindo a linha moderna ou high tech. “A maior preocupação é sempre manter a funcionalidade de todas as atividades complexas que existem em uma cozinha, incluindo a cocção, armazenagem e a lavagem de louça. A estética não deve ignorar ou sobrepor às necessidades funcionais.”

Materiais

Os materiais da bancada sempre devem ser adequados para resistir ao calor e aos ataques ácidos de vinagre, limão e produtos laváveis. “Essa questão é sempre fundamental e, por isso, especifico o granito, inox ou material composto por resina e pedra sintética.”

Funcionalidade

A ilha central é caracterizada como bancada de apoio para quem cozinha e também serve para balcão de refeições rápidas. Dessa forma, a cozinha a passa a fazer parte da área social da casa, pois se torna um ambiente interessante para quem gosta de cozinhar e receber.

Iluminação

Independentemente do perfil decorativo, ou material utilizado no projeto, as bancadas devem apresentar uma iluminação eficiente. “A luz deve estar bem direcionada sobre as bancadas e nunca às costas de quem está às voltas com ingredientes, receitas e panelas.”

Mais informações: www.carmemavila.com.br

Arquitetos explicam onde usar e combinar cimento queimado, concreto aparente e tijolinhos

O cimento queimado, o concreto aparente e os tijolinhos são materiais característicos de projetos mais rústicos e industriais. Porém, tornaram-se tendência, e hoje integram ambientes de diversos estilos. No mercado, há diversas opções de texturas e revestimentos que reproduzem com fidelidade a aparência desses materiais. Os arquitetos Bruno Moraes, do escritório Bruno Moraes Arquitetura, e Pietro Terlizzi, do escritório Pietro Terlizzi Arquitetura, explicam as características de cada um dos três materiais.

Cimento queimado
Queimado

As paredes da área da churrasqueira e do hall de entrada foram pintadas com textura padrão cimento queimado. Projeto: Pietro Terlizzi Arquitetura (Foto: Guilherme Pucci)

O cimento queimado é usado para se obter um piso liso, nivelado e de boa aparência. Além disso, conta com a vantagem de um custo baixo, execução prática e durabilidade. “Dá um aspecto rústico e moderno para os ambientes e combina com praticamente tudo, por isso sua versatilidade e popularidade nos projetos”, comenta o arquiteto Pietro Terlizzi.

Com as texturas que imitam o material, é possível criar o efeito do cimento queimado também em paredes e tetos, inclusive em versões coloridas. Com diversas opções, os porcelanatos se revelam uma boa alternativa para desenhos ou tons diferentes do original. Além disso, proporcionam uma aplicação mais limpa e, como a metragem das peças é pequena, os rejuntes já atuam como juntas de dilatação.

Apesar de ser um coringa, o cimento queimado não é indicado para áreas molhadas, como ao redor de piscinas. “Já as texturas de cimento queimado podem ser aplicadas em qualquer ambiente, inclusive áreas externas, desde que seja usada com a aplicação de resina”, explica Terlizzi.

Juntas de dilatação

Ao executar o piso de cimento queimado em áreas grandes, é recomendado deixar algumas juntas de dilatação para evitar o surgimento de trincas e fissuras no futuro. No caso das texturas, a superfície que vai recebê-la deve estar bem fixa e estruturada, assim como estar livre de umidade ou vazamentos.

Quando o efeito de cimento é feito no teto, o ideal é optar por unificar a iluminação em um tom mais sóbrio. “O forro de cimento queimado pede simplicidade e unidade. Nada muito pesado e adornado, como grandes lustres ou luminárias com muitas cores”, aconselha o arquiteto Bruno Moraes.

Concreto aparente
Aparente

No teto de toda a área social do apartamento, foi aplicada uma textura com efeito de concreto aparente. Projeto: Bruno Moraes Arquitetura (Foto: Luís Gomes)

O concreto necessita de pouca manutenção, tem uma superfície resistente e, graças ao seu acabamento característico, marca presença em projetos de estilo brutalista e urbano.

“Para deixar o concreto aparente, caso já exista uma laje ou pilar do material, basta lixar, tirando a pintura e a massa corrida até chegar ao concreto bruto”, explica Moraes. Para proteger sem alterar sua cor natural, o arquiteto aconselha utilizar uma máquina para lixar e depois aplicar uma seladora incolor e fosca sobre o concreto. Para as texturas que imitam o material, a recomendação é seguir exatamente as instruções do fabricante, que variam de um produto para outro.

Composições harmônicas

Na hora de decorar, é possível combinar diversas cores com o tom neutro do concreto, evitando apenas as muito escuras para não encolher o espaço. Texturas como madeira, metal, tijolo e de certas pedras e marmoraria formam composições harmônicas tanto com o concreto quanto com o cimento queimado.

Tijolo aparente e bricks
Tijolinhos

Para o efeito tijolinho, o brick da Lepri, aplicado na parede da entrada, contribui para a sensação de acolhimento no apê. Projeto: Bruno Moraes Arquitetura (Foto: Luis Gomes)

O tijolo é um material que traz aconchego aos ambientes e cabe em diversos estilos, desde o mais clássico até o mais moderno. Sua versatilidade é confirmada pela presença em diferentes espaços da casa, como salas, quartos, varandas e churrasqueiras.

Mas há algumas restrições: tijolinhos de barro não são indicados para áreas molhadas, como banheiros, áreas de serviço e cozinhas. Ao entrar em contato com a água e produtos de limpeza, o material pode perder sua tonalidade original. Por causa de sua consistência arenosa, também não se recomenda o uso de paredes de tijolo em ambientes expostos a batidas ou umidade, pois o material pode ‘esfarelar’ e tende a absorver água com facilidade.

Queridos tijolinhos

Os revestimentos que imitam o tijolo aparente permitem obter a mesma aparência de quando se descasca uma parede.  “Com o uso estrutural cada vez menor dos tijolos em detrimento dos blocos, o mercado desenvolveu revestimento com a mesma aparência dos queridos tijolinhos”, explica Terlizzi. A parede que vai receber o revestimento precisa estar seca, nivelada e porosa para que a argamassa se fixe com mais facilidade.

O tijolo aparente tem potencial para fazer combinações com materiais como a madeira e com cores mais claras, criando certo contraste com a sua textura rugosa. “Pensando nas combinações com os bricks, é interessante ter em mente materiais como madeira, cimento queimado, metal e alguns porcelanatos”, aconselha Moraes. Como os revestimentos que imitam os tijolos oferecem uma grande variedade de texturas e cores, é mais fácil escolher aquele que fique harmônico com o projeto e o resto dos materiais.

Mais informações:

 

Arquiteta da Tumelero esclarece mitos e verdades sobre obras

Obras trabalhadores

Na hora de construir ou reformar, sempre surgem muitas perguntas. A consulta a especialistas é fundamental para evitar erros. A arquiteta da rede de materiais de construção Tumelero, Ariane Dutra, desmistifica questões recorrentes que surgem durante a obra. Confira!

  • É mais barato construir e reformar sem o auxílio de profissionais da área.

Mito. A contratação de profissionais é um investimento para o sucesso da obra e evitar despesas não planejadas. Somente um profissional pode emitir documentos que confirmem a segurança da obra. “A não contratação de arquitetos e engenheiros pode gerar gastos para reparar erros que podem aumentar o valor total do investimento”, alerta Ariane.

  • Trincas e rachaduras precisam apenas de reboco e pintura novos.

Mito. Para tratar as fissuras de forma correta, é necessário descobrir as causas. Por isso, a contratação de um profissional é importante. Cada tipo de fissura e trincas tem uma causa e uma forma distinta de solução.

  • A parte de tubulação custa apenas 3% do total da obra.

Verdade. O orçamento total é pequeno comparado ao total da construção. “Minha dica é investir em produtos de qualidade e profissionais especializados, para evitar gastos extras no futuro”, sugere a arquiteta.

  • Há paredes que não podem ser derrubadas durante uma reforma.

Verdade. Apesar de serem mais comuns em construções mais antigas, as alvenarias estruturais não podem ser derrubadas. O papel dessas estruturas é sustentar o andar superior ou, então, a laje. Sua retirada pode comprometer a estrutura do imóvel.

  • Pintar as paredes da cozinha ao invés de revesti-las é anti-higiênico.

Mito. Apesar de facilitar a limpeza e garantir mais resistência, os revestimentos requerem maior investimento, Por isso, a tinta é uma opção para quem está buscando economia. A sugestão de Ariane é revestir apenas uma parede e usar tinta para as demais.

  • É necessário comprar pisos e revestimentos com sobra de 10% a 15%.

Verdade. Durante o processo de instalação, algumas peças requerem alguns cortes para adaptá-las ao ambiente da forma correta. Isso gera perda de algumas peças. Portanto, comprar 10% a mais, no caso de instalação reta, e 15% se a instalação for diagonal, é a recomendável.

  • Lâmpadas de LED economizam mais 80% da energia elétrica.

Verdade. As lâmpadas de LED são a opção mais econômica e eficiente do mercado. Apesar de exigirem maior investimento inicial, são excelentes para quem deseja economizar dinheiro e energia elétrica no longo prazo.

Mais informaçõeshttp://www.tumelero.com.br/site/home-center-tumelero/

CAU/SP lança edital voltado à Habitação de Interesse Social

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Termina no próximo dia 13 de julho o prazo para a entrega de propostas de trabalho de “Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS)”, para o Edital lançado no mês de junho pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP). A íntegra do documento publicado no Diário Oficial do Estado, com todas as informações e instruções aos interessados em participar do certame, está disponível também no site www.causp.gov.br.

Por meio do edital, entre outras possibilidades, o CAU/SP destinará aproximadamente R$ 1 milhão para ações voltadas tanto à capacitação dos profissionais do setor quanto para projetos de melhorias habitacionais. “Ter uma moradia digna é um direito fundamental do cidadão, assim como saúde e educação”, defende o arquiteto e urbanista José Roberto Geraldine Junior, presidente do CAU/SP.

Geraldine Junior lembra que, por meio da Lei de Assistência Técnica 11.888/2008, famílias de baixa renda, com renda mensal de até três salários mínimos, devem ter acesso gratuito ao trabalho técnico de profissionais especializados em projeto e construção de habitação para moradia própria.

Situações de risco

O caso do edifício Wilton Paes de Almeida, no centro de São Paulo, que pegou fogo e depois desabou na madrugada do dia 1º de maio, expôs a ferida do déficit habitacional nos grandes centros urbanos. “Infelizmente, por falta de uma boa política pública, temos uma enorme população carente totalmente vulnerável a situações de risco, como incêndios, desabamentos, deslizamentos. E não é de hoje. Precisamos mudar essa triste realidade”, reclama Geraldine.

Resultado de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), divulgado no final do mês de junho, indica que mais de 8,27 milhões de brasileiros vivem em áreas de risco, em aproximadamente 900 municípios do País. Enquanto dados do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) também dão conta de que, nos últimos 20 anos, deslizamentos de terra mataram mais de 200 pessoas na Grande São Paulo, destruindo casas construídas em locais inadequados e sem qualquer cuidado necessário.

“É urgente que medidas sejam tomadas para mudar esse cenário assustador, unindo todos os atores desse enredo”, ressalta o presidente do CAU/SP. Segundo ele, algo deve ser feito, urgentemente.

O edital lançado pela autarquia será uma ação periódica. Anualmente, o CAU destina no mínimo 2% do seu orçamento para projetos na área de Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social.

Mais informações: www.causp.gov.br

Novo Código de Obras e Edificações de São Paulo favorece a cidade

Obra shopping (foto Zeka Videira)

A vida na cidade de São Paulo passou a ficar mais fácil desde julho do ano passado, quando passou a valer o novo Código de Obras e Edificações (COE) do município. Para a sócia-diretora da SanrleiPolini Engenharia Consultiva, a engenheira civil Sanrlei Polini, o novo COE é positivo para a cidade e menos burocrático do que o anterior, que vigorava havia mais de 20 anos.

De acordo com Sanrlei, o novo COE contribui para o crescimento e desenvolvimento da cidade. “Torna mais simples, por exemplo, o licenciamento de novos comércios e indústrias, de hospitais, de escolas, auxiliando na educação, na saúde e na geração de empregos”, comenta.

A engenheira diz que agora, por exemplo, o processo de licenciamento de empreendimentos no município ocorre de maneira simplificada, incentivando as construções e, consequentemente, o desenvolvimento da cidade.  Sanrlei Polini, especialista em gestão urbana, aponta as quatro principais mudanças no COE que contribuem no processo de melhoria da cidade.

Principais mudanças no COE

  1. Dispensa de licenciamento para reformas internas, sem alteração de estrutura, e de reformas consideradas de baixo impacto urbanístico;
  1. No caso de processos junto à Coordenadoria de Atividade Especial e Segurança de Uso (Segur), serão realizados cadastros dos equipamentos de transportes, tanques e bombas e equipamento especial de segurança, cabendo a renovação anual para elevador e equipamentos de transporte e, a cada cinco anos, para tanques e bombas e para equipamento especial de segurança;

Ainda neste item, a acessibilidade será obrigatória em edificações de uso público, coletivo não residencial, de uso privado e de residência multifamiliar. E para manutenção dos edifícios e licenças serão exigidos certificados de acessibilidade, de segurança, de tanques e bombas, de manutenção de elevadores, de regularização e o de conclusão da obra.

  1. Apresentação de modelo simplificado para maior parte dos projetos, com a descrição e desenhos esquemáticos, exemplificando como devem ser apresentados os projetos e as regras no site https://bit.ly/2tx1nMl;
  1. Limitação de alteração para projetos modificativos (projetos que já foram anteriormente aprovados e precisam de novas modificações).

Para Sanrlei Polini, o antigo código fazia o cidadão pensar duas vezes antes de tomar a iniciativa de construir, “devido ao retrocesso e a burocratização da lei”. Com o novo COE, a engenheira acredita que mudam para melhor as perspectivas de crescimento e desenvolvimento da cidade. A revisão no COE ocorreu após a aprovação do Plano Diretor Estratégico (PDE) e da nova Lei de Zoneamento, medidas fundamentais para a reorganização da estrutura da cidade de São Paulo.

Mais informações: https://www.sanrleipolini.com.br

Conheça alguns dos ambientes expostos na Casacor 2018

Com o tema ‘Casa Viva’, a Casacor deste ano mostra espaços que levam em conta o  conforto e o bem-estar. Os projetos evidenciam soluções criativas e viáveis, que funcionam em qualquer tipo de residência. Confira algumas soluções de ambientes expostas para o público, até 29 de julho, no Jockey Club de São Paulo, durante a maior mostra de arquitetura, design e paisagismo da América Latina.

Spa da Mata

Projeto: Andrea Teixeira e Fernanda Negrelli  – (Foto: Marco Antonio) Spa

Jardins verticais trazem a natureza para mais perto do dia a dia dos moradores, além de criar uma atmosfera reconfortante e vibrante. No Spa da Mata, projeto das arquitetas Andrea Teixeira e Fernanda Negrelli, ele foi instalado no banheiro, próximo à banheira ‘Felipe Stark’, da Valve, produzindo um visual moderno, requintado e inovador. Provando sua versatilidade, esse elemento pode ser incorporado de diversas formas, em qualquer cômodo da residência.

Home Family

Projeto: BC Arquitetos – (Foto: Denilson Machado) Hone Family

Uma boa maneira de manter a organização dos ambientes é setorizar tudo com estantes, nichos e prateleiras. O BC Arquitetos, escritório que assina o Home Family, fez uso da solução de uma forma cativante e cheia de bossa, desenhando a marcenaria de modo que percorresse todo o perímetro da parede curva da sala, exibindo livros e objetos cheios de história e significados. O destaque, por sua vez, fica para os mais de 40 medidores de grãos que foram restaurados, e transformados em divisórias que esbanjam design, assim, demonstrando como é possível criar um layout incrível, utilizando peças diferentes, singulares e excêntricas.

Casa Menir

Projeto: Trés Arquitetura –  (Foto: Evelyn Muller) Casa Menir.jpg

A narrativa de uma vida mais saudável, respeitando os limites do meio ambiente e do planeta Terra, ganha cada vez mais força por se tratar de uma pauta legítima. O escritório Trés Arquitetura, responsável pela Casa Menir, conseguiu validar esse ideal em seu projeto por meio de uma incrível horta natural hidropônica, implantada pelo Projeto FAZU, que em parceria da ONG Somar, tem como objetivo implantar a iniciativa em comunidades carentes, com finalidade de gerar receita e alimentos de qualidade, sem uso de agrotóxicos. Uma ideia criativa, que pode ser moldada e aperfeiçoada, em cada projeto.

Toki  – um mergulho no meu tempo

Projeto: Juliana Pippi – (Foto: Denilson Machado) Toki

Livros, geralmente, imprimem ao ambiente um pouco mais da nossa personalidade. Juliana Pippi, arquiteta que assina a sala ‘Toki, um mergulho no meu tempo’, incorporou o elemento em seu espaço de maneira criativa e inusitada. Para não fugir da paleta de cores, que preza pela transparência e furtacores, a profissional tingiu alguns exemplares em diferentes tons de rosa, criando um degrade deslumbrante que contrasta com o verde das plantas de modo original e especial. Essa técnica nos permite reutilizar itens esquecidos, antigos ou deteriorados, produzindo composições descoladas e extraordinárias!

Loft Ninho

Projeto: Nildo José – (Foto: Marco Antonio) Loft NinhoNo Loft Ninho, Nildo José, arquiteto responsável pelo projeto, setorizou a residência em três áreas de funções distintas, sendo cozinha, social, e íntima, a qual ganhou uma solução fascinante e cheia de poesia. Um terraço jardim, implantado no mezanino, prioriza a meditação e estimula as relações humanas, contribuindo com o bem-estar e criando uma atmosfera acolhedora. Flexível e versátil, essa tendência de construir cantinhos destinados a práticas de exercícios para o corpo e mente, tem se tornado muito comum, além de transformar a moradia, é muito simples de ser colocada em prática e pode ser encaixada onde preferir.

 

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